quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

17

"NÃO ME QUEIRAS MAL"


Você é minha tentação
Tua ausência me faz sofrer
Meus sonhos são tantos...
Hoje preciso te ver.

Queria poder contigo falar
Que quero você e mais ninguém
Mas não posso contigo estar
Deste amor me sinto refém.

Não quero que me queiras mal
Por favor tente entender
Não seremos nunca um casal
Mas a verdade é que é teu o meu querer.

Serena.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

12

"BLOGAGEM COLETIVA - O LIVRO DA MINHA VIDA"

Este post faz parte da Blogagem Coletiva
O Livro da Minha Vida que é proposta pela
Vanessa do Blog Fio de Ariadne.


O primeiro romance realista da língua portuguesa
chocou a sociedade do final do século XIX
ao criticar a hipocrisia religiosa e os costumes provincianos de Leiria,
cidade onde a história é ambientada.
Cria-se um alvoroço na cidade com a presença de um jovem pároco
na mesma casa de uma adolescente bonita.
Eça de Queiroz mostra os hábitos nada tradicionais
de uma cidade onde as aparências eram mantidas
sobre uma base de mentiras e fofocas.
É esse tom crítico e direto, chocante para a época,
que deu fama ao livro do escritor português.

O Crime do Padre Amaro foi o primeiro
de Eça de Queirós que li.
Lembro-me que fiquei horrorizada com
os escândalos relatados na livro.
Me encantei de tal forma,
que só o larguei depois de ter lido toda a obra.


O Primo Basílio (1878)

Após ter "devorado" O Crime do Padre Amaro,
O Primo Basílio. foi o meu alvo seguinte.


Nesta obra, Eça retrata a burguesia de Lisboa
em toda a sua frivolidade.
Ele se inspira em Madame Bovary, de Flaubert,
apresenta a tola Luísa, cujo marido,
o medíocre engenheiro Jorge,
passa algum tempo, a trabalho, fora de Lisboa.
Neste momento retorna a Portugal o primo
pelo qual Luísa fora apaixonada na adolescência, Basílio.
Mal caráter acabado, Basílio,
ao perceber que sua prima estava só, decide conquistá-la.
Convence-a de que está na moda, em Paris,
as mulheres terem um amante e acaba por arrastá-la ao Paraíso,
local de seus encontros amorosos.
Mas a criada Juliana descobre uma carta amorosa do casal
e passa a chantagear a patroa.
Basílio deixa Lisboa e Luísa, incapaz de arrumar o dinheiro
para pagar o silêncio da criada, acaba por servir de escrava a Juliana.
Quando Jorge retorna, Luísa, ajudada pelo amigo Sebastião,
um pobre e servil rapaz, acaba por recuperar a carta incriminadora.
Mas abalada, termina morrendo sem saber
que Jorge descobrira tudo e a perdoara.
De volta a Lisboa, Basílio, ao saber da morte da prima,
lamenta não ter trazido sua amante parisiense.
Como podemos perceber, não há na obra um personagem heróico,
todos são movidos por interesses mesquinhos e guiados pelas aparências.


E é isto. Com certeza são livros maravilhosos, e
acho que todos que tiverem a oportunidade,
deveriam conhece-los.
Ótima Blogagem à todos!

Serena.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

5

"PÁSSARO SOLITÁRIO"


Era uma tarde, lembro-me bem
Uma dessas tardes floridas de Maio
Caminhava entre as flores
Ouvindo o canto de um pássaro solitário.

Assustado voou sem rumo
Ao passar pertinho de mim
Acostumei-me com seu canto
Alegrando as manhãs do meu jardim.

Pequenino e feliz sempre a cantar
Trazia alegria pros dias cinzentos
Meu jardim agora é sombrio e triste
Seu canto não ouço mais,
ouço apenas meus lamentos.


Serena.




quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

18

"SUAVIDADE"


E na sutileza do seu breve voar
Me aflora sentimentos e saudades
Dos tempos de liberdade e
Das suaves brisas ao luar.
E olhando entristecida me perco
Entre sonhos de luz e sol
E fico ali abandonada,
Vendo a leve libélula a voar.

Serena.



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

9

"HOMENAGEM MUITO ESPECIAL"


Esta homenagem lindinha veio lá do
Blog Las Tiritas del D.Ramirez
que eu amo de paixão e recomendo!
Ele reuniu alguns blogs que o acompanham
e fez esta tirinha especial!
Obrigada D. Ramirez por este mimo em
forma de tirinha que eu adoro!
Para ver a imagem em seu tamanho original
dê um clique na imagem.

"A amizade é um farol que em noites escuras brilha dentro do coração!"

Serena



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

8

"FALANDO DE AMOR"


Deixa eu te falar do meu amor...
Ele é vivo e quente como o sol
Forte e tempestuoso como o mar
Em noites sombrias é luz divina do farol

Ele tem a fome do querer
Anda faminto de prazer
Traz a boca e a garganta seca
Querendo saciar a sede de você

Traz com ele os mistérios e segredos
De noites desérticas da paixão
Por medo quase caindo dos rochedos
Tateando no escuro à procura da tua mão

Ao pressentir tua chegada
Se enfeitou com rosas e lírios
Se vestiu de sonhos loucos
E declamou versos de amor em delírios


Se não acreditas, ainda assim quero falar
Podes esquecer to tempo, de tudo que viveu
Do céu e das estrêlas do mar
Mas não duvides nunca deste amor que é todo teu.

Serena.



terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

5

"APENAS POESIA"


Estou indo pra nunca mais voltar
Vou só, não tenho companhia
Talvez seja o medo de arriscar
Ou apenas a minha rebeldia

Nesse meu caminhar solitário
Saudade é meu destino cruel
Vago sem nenhum itinerário
Sou mancha de tinta no papel

Na bagagem apenas poesia
Não trago nenhum documento
Deixo pra tras tua fisionomia
Nossa amor é folha perdida ao vento

Noite alta, pés cansados
Como teto apenas as estrêlas
Pago todos os meus pecados
Minha trilha agora é de incertezas

Madrugada é palco atuante da dor
Nela o silêncio agride e magoa
Na ânsia louca do amor
O som da tua voz em meu peito ecoa.

Serena


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

2

"POEMA ENLUARADO"

Nesta noite enluarada
O amor me convida a dançar
E no roçar de nossas peles
Música em meu ouvido irá cantar.

Bailamos ao som de violinos suaves
Teu corpo colado ao meu
Taças de vinho tocando teus lábios
Meus olhos nos olhos teus

Ao som da melodia
Minha alma pulsando na tua
Desatinos de uma poetisa
Arranco o vestido e me faço tua

E na magia desse momento
A lua se faz presente
Nos teus braços esqueço o tempo
Sou poema de um amor latente.

Serena.



domingo, 1 de fevereiro de 2009

6

"CHUVA QUE CAI"


Olho a chuva que cai...
Tão doce e fina lá no meu quintal
E em doces pensamentos me perco
Me calando na indefinição deste momento

E na indefiniçao deste momento
A chuva baila silenciosa
Inspirando-me segredos
Transbordando os sentimentos.

Escuto o murmurar dos pingos
Batendo em minha janela
Como a querer dizer-me
Abre...sou tua vã esperança

E sem medo de ser feliz
Escancaro as janelas do meu querer
E me deixo brotar como flor do campo
Abandonada e espalhada em teu caminho!

Serena.


 
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